

Vinicius Peixoto de Moraes
Ceramista
Minha história
Aprender fazendo.
Minha relação com a cerâmica começou em 2018, quase por acaso. Usando sobras de materiais deixadas por alunos no lugar onde eu trabalhava, comecei a modelar apenas por diversão. Aos poucos, porém, a curiosidade se transformou em vontade de aprender e de me desenvolver como ceramista.
No fim de 2019, voltei para minha cidade natal, Maringá, para ficar mais próximo da minha família. Com a chegada da pandemia e mais tempo disponível, construí meu próprio torno de cerâmica. Ele era desalinhado, girava um pouco fora do centro e estava longe de ser perfeito — mas foi nele que pratiquei, experimentei e comecei a compreender melhor a argila.
Conforme as peças se acumulavam, surgiu outro desafio: a queima. O ateliê mais próximo ficava a cerca de quarenta minutos de carro, e transportar peças frágeis, especialmente depois de esmaltadas, era complicado. A solução foi construir meu próprio forno, usando um tambor e um maçarico. Ter controle sobre a queima me deu mais liberdade para experimentar e continuar evoluindo.
Em 2022, retornei a Curitiba para trabalhar na maquetaria da PUCPR. A rotina diminuiu o tempo dedicado à cerâmica, mas nunca me afastou completamente dela. Em 2024, iniciei uma nova fase: troquei o torno artesanal por um equipamento mais preciso e voltei a produzir, testar formas e investigar novas possibilidades.
Em agosto de 2025, essa trajetória ganhou nome e identidade visual. Um ano depois, a chegada do meu primeiro forno elétrico abriu um novo capítulo para o ateliê.
Hoje, cada peça carrega um pouco desse percurso: o aprendizado construído com as próprias mãos, o valor da experimentação e a beleza das marcas que tornam cada objeto único.


